“O calor que preciso o sol já não pode me fornecer.”

 

 

Desde que conheci o calor do teu corpo, nada mais me aqueceu. Não importa o que eu tente, nada me aquece.

A cada dia que começa eu procuro um outro jeito de me aquecer, mas quando a noite chega ao seu ponto mais frio e solitário, percebo que foi mais um dia desperdiçado à procura de algo que eu sei já ter encontrado. Pena esse teu calor nunca mais pertencer a mim. A como seria bom, poder me sentir aquecida novamente.

Sinto tanta falta de ter um “coração” batendo no meu peito. Sinto tanta falta dos teus carinhos que tanto me acalentavam e que me davam coragem para ser sempre eu mesma, uma criança boba, mas sempre apaixonada por ti.

A como me faz falta ter um alguém só para mim. Mas ao mesmo tempo em que o quero reencontrar, temo, pois esse será o momento de nos separarmos novamente.

Parece que mesmo que nossas almas já tenham sido uma, agora elas tendem a se afastar mais e mais a cada dia que passa.

Mais ainda assim, sinto a toda vez que o vento beija meu rosto e acaricia meus cabelos, um pouco do teu calor que ainda esta guardado no meu peito e na minha memória. Quisera tanto que essa brisa leva-se até ti todo o meu amor, e te trouxesse de volta para os meus braços.

Já faz tanto tempo que quero o teu calor aqui, todo em volta de mim. O calor que emanava do teu corpo, que me confortava, que deixava qualquer manha cinzenta ensolarada.

Às vezes penso que, um dia quem sabe, eu tenha a sorte de te reencontra e de receber, quem sabe, um pouco do teu calor de novo. E quem sabe meus dias nublados de inverno tornem-se eternas manhas primaveris.


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